Entrevista a Nuno Coelho

Chegou ao Remo por intermédio do irmão e, se no início não achou grande piada à modalidade, hoje garante que seria incapaz de a largar. Recuperar o título no Shell de 8 no Nacional de  Velocidade é o grande objetivo para o remador fluvialista, Nuno Coelho.

Há quanto tempo praticas Remo no Clube Fluvial Portuense?

Há cerca de 23 anos.

 Como te iniciaste nesta modalidade?

Quando comecei o meu irmão já praticava esta modalidade, também no Fluvial, e a minha mãe meteu-me no Remo para ver se eu gostava. O primeiro ano foi um bocado esquisito. Não era, se calhar, o desporto que eu mais gostava. Mas a partir do momento em que se começa a gostar é um vício e, hoje em dia, sou incapaz de largar o Remo.

Quem foi o teu primeiro treinador?

O meu primeiro treinador foi o Mário Soares.

Que balanço fazes da evolução da modalidade no Fluvial desde que cá estás?

O espírito do Fluvial acho que se tem mantido ao longo dos anos. Pelo menos no Remo, o Fluvial é encarado sempre como uma família. Damo-nos todos bem e é esse o espírito que tentamos incutir aos mais novos e aos que estão a começar.

Qual o melhor momento que viveste até hoje no Fluvial?

Talvez ter ganho os títulos do Shell de 8 que é o barco mais importante da competição.

Que balanço fazes da última época?

A nível de clube, no Fluvial ficamos um bocado tristes por termos perdido o título no Shell de 8, no Verão, no Campeonato Nacional de Velocidade. Em termos individuais foi uma época que me correu bem porque estive na Seleção Nacional. Já não remava na Seleção desde 2004 e no ano passado voltei e fui ao Campeonato da Europa onde consegui ir a uma final, que foi o meu melhor resultado até hoje.

 Quais os factores que consideras mais importantes para o sucesso de uma equipa?

Talvez o espírito de grupo e, acima de tudo, o trabalho em conjunto. Principalmente na nossa modalidade não há sorte. Só com o treino e com o trabalho é que se consegue ganhar.

Os resultados alcançados nos Jogos Olímpicos pelo Pedro Fraga e pelo Nuno Mendes foram importantes para a modalidade? Tiveram alguma repercussão a nível do trabalho realizado nas selecções?

Penso que foi positivo, claro. Mas as modalidades ditas amadoras são sempre esquecidas. Dois meses depois do fim dos Jogos Olímpicos já ninguém se lembra do que foi feito. Temos o exemplo de outros países que, pelo contrário, dão sempre valor. Por exemplo, a Inglaterra que tem imensa tradição no futebol, nos Jogos Olímpicos a modalidade que tem mais apoio é o Remo. Porquê? Porque é a modalidade que lhes dá mais títulos. Cá em Portugal, por exemplo, a Canoagem e o Remo foram as únicas modalidades que tiveram medalhas e diplomas e não são as mais apoiadas pelo Governo.

Como definirias o Nuno Coelho enquanto remador e atleta?

Digamos que gosto de ser um bocado o líder da tripulação ajudando os meus colegas a chegarem a um grande nível. Tento não pensar só em mim mas sim na equipa toda e tentar incentivar os meus colegas.

Que conselhos darias aos jovens remadores do nosso clube?

Que procurem alcançar grandes objectivos e que não se foquem apenas em pequenos feitos porque com trabalho é sempre possível atingir os grandes objectivos.

 FICHA TÉCNICA

Nome: Nuno Coelho

Idade: 32 anos

No Fluvial desde: 1991

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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